As línguas românicasou neolatinas,como a língua portuguesa,tiveram sua origem no latim falado;o latim,originado na região do lácio,no centro da Itália antiga,expandiu-se rapidamente,devido ao domínio bélico e político de roma.
A língua portuguesa firmou-se em portugal com a dinastia de avis tornando-se a língua oficial do reino; chegou ao brasil no século XVI,com características da linguagem popular da metrópole.
Ela foi desenvolvida no século III a.c. em Lusitânia nos atuais territórios de Portugal e Espanha.
Os romanos invadem a península ibérica e ocorreu uma intensa homogeneização política,culturale linguística em toda a península.
Invasores nórdicos instalam-se na Península Ibérica,onde permanecem até 711D.C A língua e a cultura não se alteram apenas enriquecem o vocabulário incluindo alguns termos germãnicos.
No século v dois burgos formaram o Portugal atual a cidade do Portu e a cidade de Cale (atual Vila nova de Gaia).
Durante a invasão árabe floresceram as ciências,a agricultura, o comércio e a indústria.Mais uma vez enriqueceu-se o vocabulário latino.
Na segunda metade do século XII , o Português já estava formado,com vocabulário e forma que permitiam seu uso, porém é oficializado apenas em 1279, pelo rei Dinis.
A publicação de os lusíadas de camões,marca o nascimento do português clássico em 1572; nessa obra,o idioma já se assemelha à forma atual.
Nossa língua já foi exaltadas por muitos poetas, como por exemplo, Caetano Veloso, Olavo Bilac, que em seu poema "Língua Portuguesa" a chamou de "última flor do lácio inculta e bela". Acredito que ele a chamou assim porque a língua portuguesa foi a última que se originou do latim.
Abaixo transcrevo o belo poema de Bilac.
LÍNGUA PORTUGUESA
Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
"Última flor do Lácio, inculta e bela"
Esse verso é usado para designar o nosso idioma: a última flor é a língua portuguesa, considerada a última das filhas do latim. O termo inculta fica por conta de todos aqueles que a maltratam (falando e escrevendo errado), mas que continua a ser bela.
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